O setor de construção civil traz diversos benefícios para a nossa economia. Além de ser um grande gerador de empregos, é responsável por boa parte do PIB brasileiro. Infelizmente, o setor não traz apenas vantagens, muito pelo contrário, a construção civil gera diversos impactos ambientais. É um setor que utiliza diversos recursos naturais, sendo um dos maiores geradores de resíduos.

Os resíduos da construção civil quando não descartados corretamente, além dos impactos ambientais, causam riscos a saúde da população. Para não acabarem sendo descartados em rios e outros lugares irregulares, contribuindo para a proliferação de doenças, degradação urbana e outros malefícios – o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) publicou a Resolução nº 307/02, estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. 

O que são os resíduos da construção civil?

Mais conhecidos como entulho de obras, são os tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, entre outros materiais provenientes da construção civil. Podem ser originários de construções, reformas, demolições, reparos, obras, mas também da preparação e escavação de terrenos. 

Como são classificados os resíduos da construção civil?

De acordo com o CONAMA, os resíduos da construção civil são classificados de acordo com sua composição, sendo divididos em quatro classes:

Classe A: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados. Como os de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação, obras de infraestrutura e edificações. Nessa classe entram os resíduos do processo de fabricação e demolição de peças pré-moldadas em concreto produzidas nos canteiros de obras. Exemplo: Tijolo, telha, areia.

Classe B: são os resíduos recicláveis para outros fins, como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, entre outros.

Classe C: são os resíduos que não podem ser reciclados, pois ainda não existem técnicas de reaproveitamento, como o gesso e o isopor. 

Classe D: são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, que podem causar danos à saúde e ao meio ambiente, como: tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, entre outros.

Mas afinal, como descartar os resíduos da construção civil?

O gerador dos resíduos da construção civil é o responsável pela gestão e o descarte correto dos seus resíduos, cabendo aos municípios fazer a gestão integrada do processo. Para definir essas diretrizes, foi criada a Lei Federal nº 12.305/10 que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), em que foi determinada as boas práticas de todos os geradores de resíduos sólidos, inclusive os da construção civil. O grande objetivo da PNRS é a “não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”. 

Para isso, o setor de construção civil deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), um documento que comprova a capacidade da empresa de gerir todos os seus resíduos, identificando todas as informações dos resíduos gerados na obra e destinando a um local adequado. Essa gestão inclui ações de coleta, transporte, tratamento, destinação e disposição final adequada.

Os resíduos devem ser separados conforme sua classificação. O material que pode ser reciclado e reaproveitado pode ser tratado ainda na obra, através de instalações e equipamentos de baixo custo, diminuindo os custos com a logística. Já os que não possuem mais utilidade devem ser destinados a um local correto.

Para auxiliar nesse processo, aqui na Prátika desenvolvemos todo o planejamento e planos de ação para os projetos ambientais de construção civil, sempre de acordo com as normas ambientais e avaliando os benefícios gerados para o cliente.

O gerenciamento correto dos resíduos da construção civil é essencial para um desenvolvimento sustentável, evitando danos ambientais e à saúde pública. Além disso, reduz desperdícios na obra e diminui consideravelmente os custos da empresa.

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