Para evitar a contaminação do solo e da água, uma das exigências no processo de licenciamento ambiental dos estabelecimentos que utilizam óleo e graxa, é a caixa separadora de água e óleo. Destinar corretamente os efluentes gerados nesses estabelecimentos pode evitar diversos prejuízos ambientais e financeiros.  

A caixa separadora de água e óleo é uma exigência prevista na Resolução nº 273 de 29 de novembro de 2000, do CONAMA, para todos os empreendimentos que utilizam derivados do petróleo em suas atividades. Através desse sistema são separados da água dos resíduos oleosos que devem ser descartados corretamente em redes coletoras de esgoto, evitando a contaminação da água e do solo.

Quais empreendimentos precisam ter a caixa separadora de água e óleo?

Qualquer atividade que trabalhe com óleo e graxa, como:

– Postos de combustíveis

– Empresas de lavagens de veículos

– Oficinas mecânicas

– Garagens de ônibus

– Concessionárias

– Refinarias

– Indústrias químicas

O que é uma caixa separadora de água e óleo?

É um sistema que recebe os efluentes (água contaminada), capaz de separar a água, os resíduos oleosos e os resíduos sólidos. No final do processo de separação a água pode ser reutilizada ou direcionada para a rede de esgoto, cumprindo a legislação ambiental e diminuindo os impactos causados na água e no solo.

Como funciona a caixa separadora de água e óleo?

Todos os efluentes passam obrigatoriamente pelo tanque com o separador. O sistema utiliza a diferença de densidade para separar os líquidos, em que a água flui normalmente e o óleo sobe para a superfície do sistema, sendo recolhido e destinado ao lugar correto. Esse sistema é composto por quatro caixas separadas:

– Caixa retentora de areia: retém os resíduos sólidos mais grosseiros, areia e terra.

– Caixa separadora de óleo: o óleo por diferença de densidade, tende a flutuar. Esse é o compartimento responsável por reduzir a velocidade do fluxo e que retém a maior parte do óleo;

– Caixa coletora de óleo: caixa que recebe o óleo que vem da caixa separadora.

– Caixa de inspeção: é a caixa de verificação, em que o efluente já separado pode ser visualizado.

Outras técnicas de separação de água e óleo também podem ser utilizadas. Em uma delas ocorre a coagulação dos elementos contaminantes, que viram flocos, fazendo com que o óleo seja removido com maior facilidade.

Os resíduos efluentes gerados devem ser descartados de acordo com a legislação ambiental vigente!

Por que é importante separar a água do óleo?

Para evitar a contaminação do solo, redes de esgoto e lençóis freáticos. Mas para que isso ocorra, a manutenção e a limpeza da caixa separadora de água e óleo precisa estar em dia. A verificação realizada através da manutenção e limpeza da caixa para garantir o bom funcionamento do sistema, deve ser feita de acordo com o fluxo do processo e utilização.

Lembrando que não instalar a caixa separadora de óleo e água nos empreendimentos que utilizam derivados do petróleo, além da não manutenção do sistema, pode gerar auto de infração. Ou seja, o estabelecimento pode levar multas e até ser obrigado a fechar as portas pelo descumprimento da legislação ambiental.

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